Livre Criação
Florença
Florença
Viajar até Florença foi como atravessar um portal para dentro da arte.
Cada rua parecia desenhada com intenção, cada edifício carregava séculos de histórias, e a luz , suave e dourada , dava à cidade uma atmosfera quase cinematográfica.
Foi nesse cenário que comecei a dar forma ao meu filme.
Entre praças vivas e monumentos imponentes como a Catedral de Santa Maria del Fiore, encontrei mais do que locais de gravação , encontrei emoção.
A cidade não era apenas pano de fundo, mas uma presença constante, como se participasse silenciosamente em cada cena.
Havia algo de especial em filmar ali.
Talvez fosse o peso da história, ou o facto de tantos artistas antes de mim terem procurado naquele mesmo lugar a sua inspiração.
Em certos momentos, parei de dirigir, de pensar, de planear… e apenas observei.
Porque Florença ensina-nos isso: a contemplar.
Quando o filme terminou , percebi que tinha captado mais do que imagens.
Tinha guardado instantes, sensações, detalhes impossíveis de repetir.
E ao partir, levei comigo a certeza de que aquela viagem não foi apenas sobre criar um filme , foi sobre fazer parte de uma obra maior.